5 segredos da Ilha de São Miguel – Açores

Este artigo faz parte de um post colectivo de vários blogues do grupo de Travelbloggerspt, sobre as ilhas do Arquipélago dos Açores. No final deste artigo, podem conferir quais os blogs participantes e o que cada um deles tem a dizer sobre cada uma das ilhas.



A minha visita a São Miguel foi um pouco atípica. Ficámos em casa de amigos e contámos com a generosidade de um casal de Açorianos para nos mostrarem a ilha de uma ponta à outra com a premissa “Amigos de amigos, nossos amigos são!”. Portanto, no que diz respeito a alojamentos e alugueres de carros, eu não sou a melhor pessoa para vos ajudar. Ainda assim, vou-vos contar o que eu mais gostei na Ilha de São Miguel. 

Logísticas à parte, tenho a dizer que os Açores surpreenderam-me como nenhum outro lugar. Ir aos Açores é visitar um outro Portugal. Nada que existe no continente se compara aos Açores. Aquele verde. Aqueles azuis. Aquelas flores. Aquelas árvores e os cheiros que embalam o sossego da paisagem. 
Agora vou-vos contar os segredos que eu descobri sobre a Ilha de São Miguel: 

Bife da Associação Agrícola de São Miguel


Desengane-se se acha que Associação Agrícola é sinónimo de tasca. Trata-se de um lugar muito elegante e, provavelmente, dos melhores locais em todo o arquipélago para comer a genuína carne açoriana. Conta com uma sala ampla com capacidade para 140 pessoas, um bar de apoio, capaz de albergar pessoas sentadas, e ainda uma esplanada inovadora e requintada com espaço Lounge e zona de refeições que nos meses mais quentes (época alta).
Serve apenas pratos de carne, de forma simples. Eu comi o famoso bife “da associação”, com 400 gramas, é feito na frigideira com alho e pimento, servido com batatas às rodelas e legumes. A carne estava no ponto. Acho que nunca tinha comido um bife tão suculento e saboroso. 

Localiza-se na vila de Rabo de Peixe e está aberto todos os dias das 12h às 24h. 

Tripadvisor 4,5/5 – 3067 avaliações 



Fotos do site da Associação Agrícola de São Miguel


→Poça da Dona Beija


No concelho de Povoação, na maravilhosa Ilha de São Miguel, na localidade das Furnas, situa-se a encantadora Poça da Dona Beija, conhecida pelas suas água termais com indicações terapêuticas, abraçada por um cenário de ímpar beleza e encanto.

A nascente faz parte da caldeira do vulcão das Furnas, a zona termal é composta por um complexo de cinco áreas para banhos todas abastecidas por uma nascente de água quente com aquecida pelo calor do vulcão das Furnas.
Nas piscinas podem contar com entradas de água em cascata que permite desfrutar sentado de uma massagem termal dentro de água, um banco submerso que permite deixar-se encantar pela passagem silenciosa das águas que fluem para a ribeira, uma cortina de água onde os visitantes poderão experienciar uma sauna ao ar livre. No fundo, todos os ingredientes para que se senta realmente relaxado e confortável. Nestas piscinas a água encontra-se a 39ºC. Verdade. 39º ! O que vai permite usufruir de um relaxamento completo.
No dia em que visitei a Poça da Dona Beija chovia imenso.  O que não foi um obstáculo para usufruir das piscinas naturais. Muito pelo contrário! A água das piscinas era tão quente, que a água da chuva a cair sobre a minha cara tornou aqueles momentos ainda mais relaxantes e prazerosos.

A ribeira, que atravessa as pequenas piscinas, tem quase um metro de profundidade e é regulada por uma comporta amovível que proporciona uma mistura de água termal com água da ribeira que chega a atingir os 28°C. Este espaço dá resposta aos nossos visitantes menos friorentos que procuram um banho ameno. Por vezes, tendo em conta as condições climatéricas dos Açores, há necessidade de remover a comporta, o que altera a funcionalidade desta zona.
Quando visitei este lugar mágico, a comportava estava aberta, a água da ribeira corria apressada e por isso era proibido descer para usufruir da água mais amena. 



Os bilhetes custam 6€ para adultos e 4€ para crianças (até aos 6 anos). O ingresso inclui o acesso às diferentes áreas para banhos termais da poça, às infraestruturas de apoio e à loja de lembranças.
O complexo dispõe de balneários, onde pode trocar de roupa e deixar os bens pessoais num cacifo (aluguer 1€). Se preferir, pode levar os seus bens para perto de si num dos cestos disponibilizados à entrada.
Os duches de água fria estão incluídos neste conjunto de serviços, assim como o estacionamento, mediantes disponibilidade.
Não é aconselhável o uso de pratas, ouros ou outro tipo de bijuteria, uma vez que podem mudar de cor.
Senhoras grávidas, pessoas com tensão arterial baixa ou outros problemas de saúde deverão consultar o médico, previamente, sob o risco de se sentirem indispostos ou mesmo desmaiar, devido às altas temperaturas da água.


→Ribeira dos Caldeirões


A ribeira dos Caldeirões é muito mais que a cascata dos postais. O Parque Natural da Ribeira dos Caldeirões é uma área protegida açoriana, localizada ao longo de parte do curso de água da Ribeira dos Caldeirões, na freguesia da Achada, no Nordeste da ilha de São Miguel. Localiza-se nos declives da Serra da Tronqueira e ocupa parte do curso da Ribeira do Guilherme,.
Neste parque natural é possível observar uma abundante e variada flora macarronésia, onde a Laurissilva é dominante e onde se destacam fetos arbóreos de grande porte, as famosas hortênsias e criptomérias de grande porte. Mas o principal destaque deste parque natural é a cascata que alimenta com água parte do parque e se prolonga ao longo do curso da ribeira. 

O Parque Natural da Ribeira dos Caldeirões possui 5 moinhos de água no seu interior. Três moinhos deste parque estão classificados como Imóveis de Interesse Público. Estes moinhos datam do séc. XVI tendo constituído, entre muitos outros espalhados pelo Nordeste, a única fonte de subsistência e rendimento de inúmeras famílias. Alguns dos moinhos ainda estão em funcionamento e num deles encontra-se um museu etnográfico. As casas do moleiro foram transformadas em loja de artesanato, turismo rural e serviço de cafetaria.

→Miradouro da Boca do Inferno


O Miradouro da Boca do Inferno é, provavelmente, o miradouro mais encantador da ilha de São Miguel. Fica a 1000m de altitude e tem uma vista incrível sobre a Lagoa do Canário, a Lagoa das Sete Cidades, a Lagoa Rasa e parte do Povoado das Sete Cidades além de parte da Serra Devassa.

O acesso não é fácil e não recomendo a pessoas com mobilidade reduzida.  Para lá chegar siga as indicações para a Lagoa do Canário, passe os portões (fecham às 19.00) e siga as placas. Pode estacionar antes dos portões ou prosseguir com o carro até mais perto do miradouro. No entanto, recomendo deixar o carro ali mesmo (antes dos portões), já que durante a caminhada até ao miradouro poderá visitar a lagoa do Canário e ter uma relação mais próxima com a natureza circundante. 




→ Kima

Este é o segredo mais bem guardado para os curiosos da gastronomia local e para os mais gulosos, como eu. Não é exclusiva da Ilha de São Miguel, mas não dava para falar dos Açores sem falar na Kima. Trata-se de uma simples sumo gaseificado com sabor a maracujá ou ananás. É produzido na fábrica Melo Abreu, em São Miguel, juntamente com a famosa Laranjada e a Cerveja Especial Melo e Abreu. 
Mas porque é que eu escrevo sobre um sumo com gás dos Açores? Porque é realmente bom e deixa muitaaaaas saudades. Só de recordar os Açores, começa -me a crescer água na boca. Começo a pensar na Kima. No bolo lêvedo. E no cozido (não sabe nada a enxofre!). E no bife da associação. E na morcela com ananás. Ok, já chega !


E para quem tiver a morrer de saudades de Kima, bolo lêvedo ou queijo de São Miguel, já podem ter todos estes produtos em vossa casa através da Mercearia dos Açores – Loja Online. 



Para se apaixonarem ainda mais pela Ilha de São Miguel, vejam o Carimbo no Passaporte ou consultem  o TravelB4Settle. Para descobrir a identidade da Terceira é no ADN Aventureiro e podem subir o Pico na companhia dos Destinos Vividos. Se um dia pensam ir a São Jorge acompanhem o blog Um Dia Vamos.
O Luis Ferreira levam-vos à Ilha do Corvo e o Gato Vadio às flores.
Nós e o mundo acompanham-vos à ilha mais Graciosa e ao Faial.
Let’s Run Away é pela Ilha de Santa Maria !

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Marrocos – confesso, eu não gostei !

Na internet é difundida a imagem que todas as viagens são maravilhosas. Corre tudo bem e são ainda mais fantásticas do que imaginámos. Mas na realidade, nem sempre é assim. 

Eu estive a primeira vez em Marrocos no ano passado e não foi uma viagem assim tão fabulosa quanto idealizado. Foi a minha primeira viagem organizada por uma agência de viagens, o que só por si podia ser fascinante… mas não. Nem essa parte correu bem. 
Entretanto, já percebi que (quase) toda a gente adora Marrocos, adora o calor, as cores, o artesanato e as pessoas, e que provavelmente eu é que sou de outro planeta. 
No entanto, decidi escrever este post com a minha perspectiva de Marrocos, tendo por base, obviamente, a minha experiência.
O meu objetivo não é dizer mal de Marrocos nem dos marroquinos, mas expôr, com base na minha experiência em Marrakech e Agadir, o que eu não gostei na minha viagem. 



Super simpáticos e atenciosos
Os marroquinos não são um povo genuinamente simpático e atencioso (facada). Grande parte das vezes que são simpáticos com os turistas é para pedir algo em troca. Inclusivé, enganar turistas. “Ah e tal, isso é assim em todo lado!” Não. E não é assim em todo lado. 
Em conversa com um funcionário de um restaurante sobre esta forma pouco ética de conseguir dinheiro, ele respondeu-me que na Europa, nem tínhamos tempo para parar e ajudar as pessoas. Não sendo isto verdade e vivendo em Lisboa há 6 anos, percebi que deixei escapar um negócio de uma vida. Mas não… porque nós não somos assim. Nós ajudamos sem pedir nada em troca. Nós gostamos de acolher genuinamente. 



“Pseudo-guias”
Em Marrocos, existem “pseudo”-guias que te abordam na rua perguntando se queres ajuda. E quando dás por ti estás metido numa medina (cidade antiga aka labirinto) com ruas estreitíssimas e a depender daquela pessoa para sair dali. Portanto, ou pagas. Ou pagas. Os marroquinos não são agressivos, nem violentos. Mas pode acontecer, eventualmente, deitarem uma mãozinha na tua carteira quando não lhe deres o valor pedido para sacar aquela notinha mais gordinha lá do fundo. 

“Vamos a uma lojinha com artesanato marroquino”
E depois, é todo um esquema de compadrio ao nível de um negócio turístico de alto nível (sóquenão). “Eu levo te à praça, mas antes vamos ali a uma lojinha com uns tapetes muito bonitos”. Depois de estar dentro da loja, e dizer mil vezes que não queria nada. Tive que pôr a minha pior cara e dizer: EU SÓ QUERO IR PARA A PRAÇA! 
Esta história do compadrio vai o nível do porteiro de um hotel de 5 estrelas-taxistas.

“Estás no caminho errado!”


Continuando no assunto “esquemas”… Vais a andar pela rua em direção a determinada atração turística, quando vem um sujeito de bicicleta ou a pé e diz-te que estás a caminhar na direção errada e que se lhe pagares, ele ensina-te o caminho correto. Hm Hm. 

(se estás no meio da medina de Marrakech, mais vale perderes amor ao dinheiro e pagares a alguém. Nenhum gps ou mapa te vai conseguir ajudar.)

“Quer táxi?”
Eu já sabia que andar no meio dos souks (mercados) poderia não ser uma experiência muito silenciosa e agradável porque os vendedores plantam-se à porta das barraquinhas a impingir peças. Tudo bem. Agora, o que eu não sabia é que o mesmo acontecia na rua. No meio da rua. Pelos taxistas. A toda a hora. Tipo “Dá para andar na rua descansada?”. Não, não dá. Cheguei a uma altura da viagem, que desisti de andar na rua e fui visitar a cidade num coche, só para não ter que ouvir mais taxistas a interpelarem-me na rua. 



Cobras
– Este tópico tem por base alguma inocência E IDIOTICE da minha parte. A Marta gostava muito de tirar uma foto com uma cobra na praça Jemma El Fna. Não tenho medo de cobras (até certo ponto!)  e gostava de assistir à cena romântica das cobras a subirem das cestas encantadas pelas flautas. Até aqui tudo bem. Peguei as cobras e o meu namorado ficou a kms de distância a tirar-me fotos porque tem medo. Respeito. Mas os senhores, tãooo queridos que foram, insistiram com ele para se juntar a mim e tirarmos uma foto juntos com as cobras. Porque era muito giro. E ficava para sempre. Que queridoos, não foram? O D. ficou um metro atrás de mim e nem chegou perto das cobras. 
Mas no final “40€ cada um, por favor”. 
Como? Quanto? Onde? Eu não roubei ninguém. 
Falhei aquele tópico essencial das aulas pré-Marrocos: negociar sempre o preço previamente! Não cometam o mesmo erro, por favor.








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Barcelos

Barcelos, é sem duvida um dos destinos mais conhecidos do Norte de Portugal, sobretudo porque graças à figura do Galo de Barcelos que se ocupa do merchandising do nosso pais. Localiza-se no distrito de Braga, banhada pelo rio Cávado e oferece ao visitante um belo centro histórico com variadíssimos elementos arquitectónicos de grande interesse histórico e cultural.





















Deixámos o carro a sul do Rio Cávado e entrámos pela “passadeira” da cidade, a velha Ponte de Barcelos. Atravessado o rio, surge destacado o Paço dos Condes de Barcelos. Junto do Paço, existe um harmonioso espaço ajardinado onde no seu centro está inserido o Pelourinho e o Solar dos Pinheiros.

Caminhando pelo centro histórico da cidade pela Rua de São Francisco vai encontrar do lado direito (antes da torre medieval) o Largo Dr. José Novais onde existe uma lojinha encantadora de artesãos locais, que devem todos visitar. Trata-se de uma associação de artesãos que promove os simbolos locais com uma roupagem diferente mas sempre com os traços tradicionais. Cada peça é única, e feita à mão. Os preços são super acessíveis e peças encantadoras, galos líndissimos. Se tiverem sorte apanham o senhor que nos atendeu que sabia identificar cada artesão pela peça e contava-nos a história de cada um, do mais velhote ao mais novo e arrojado.



Retome a Rua António Barroso para sentir a animação da cidade, as lojas, esplanadas e pessoas a passearem e fazerem compras. Percurso que tem seu auge no Largo da Porta Nova com uma fonte lindíssima e os jardins floridos.

Almoçámos no restaurante Casa dos Arcos que adorámos e recomendamos 😍😍

Visitar em Barcelos:

Ponte de Barcelos, Paço dos Condes de Barcelos, Pelourinho, Solar dos Pinheiros, Igreja Matriz de Santa Maria Maior, que dado o seu valor inquestionável, está classificada como Monumento Nacional; Rua de São Francisco, Largo da Porta Nova, Igreja de Senhor Bom Jesus da Cruz, Rua Visconde Leiria, Teatro Gil Vicente, Chafariz e a Casa do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, Associação de Artesãos Locais.
Ah, e não se esqueça de coleccionar fotografias com todos as representações grandes de galos de Barcelos que encontrar. Eles andam por lá !😂😂

Balanço 2017

Já estamos em 2018. Ainda assim, nunca é tarde para fazer os balanços de 2017. É bom pensar no que passou, aprender com os erros e festejar as vitórias. Vamos a isso. 

Resoluções de 2017 aqui. 

– Conhecer melhor Portugal – ✓ 😍
Esta foi a resolução que escrevi em primeiro lugar. E foi largamente cumprida. Estou muito feliz com isso. Conheci muitos lugares novos em Portugal. 
O 2017 começou na serra da Freita. Talvez já tenha ouvido falar na Frecha da Mizarela. Fiz 25 anos no Porto, na cidade que mexe muito comigo e que me surpreende e abraça a cada visita.  Conheci Gouveia. Fui muito Feliz com os sabores da serra bem perto. Os Açores foram a viagem do ano. Apaixonei-me pelo verde, pelo azul, pelas vaquinhas felizes, pelas pessoas e pelos sabores. Tão deles, tão nossos. Saltei de parqueadas em Évora e mergulhei na piscina do Hotel Lago Montargil e Villas em Março. Visitei a serra da Lousã e explorei as encantadas aldeias de xisto. Fui a Águeda ver de perto as ruas coloridas e os chapéus de chuva. Por fim, fui ao Parque Nacional Peneda-Gerês e à Rota do Alvarinho. Deixei o silêncio fluir com as águas que corriam barulhentas nas cascatas. Fui muito feliz em 2017 no meu pais 😀

– Fazer uma viagem transcontinental – ✓ 🙂
A minha primeira viagem para além do velho continente. Marrocos, yeah. Não foi muito longe.  Mas é tudo tão diferentes. Influências diferentes, pessoas diferentes, um verdadeiro choque de cultura. Mas viajar é mesmo assim. Quer se goste ou não, vens sempre mais rico. 



Entretanto fiz descobertas imprevisíveis na Europa. Fui às incríveis e selvagens Ilhas Ciés. Incrível experiência na natureza selvagem. A água gelada e azul, as gaivotas, umas ilha deserta, à noite e com tanto por explorar. 
Por fim, Salamanca. Um cidade lindíssima, tão perto. Cheia de pessoas, histórias, mitos e vida. Muita vida. 

Desta vez, não vou fazer resoluções para 2018. Já existem viagens planeadas e o resto irá fluir…

“Deixa acontecer naturalmente” 😄

Um Feliz Ano 2018 e muitas viagens. 

M. 🗺

Alto Minho

O norte sempre foi uma região do pais muito cara para mim. Vibro com o Porto. Adoro Vinho do Porto. Sou apaixonada pelo Douro e pelas vinhas. Adoro as cores e o coração do Minho. Gosto das vilas cuidadas e iluminadas. Gosto dos rios gelados e das cascatas. Gosto da comida temperada e das doses fartas. Gosto das pessoas. Gosto do quanto gostam da sua terra. Gosto do “sangue na gelra”, da pronúncia deliciosa e do carinho. 

Mas existia uma grande falha.  O tão famoso e natural Parque Nacional Peneda-Gerês. 
E sem qualquer sacrifício de voltar ao norte, rumámos a Melgaço, lá longe perto da fronteira, para iniciar a aventura pela natureza e explorar as aldeias, vilas e cidades. 

“O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) abrange território de 22 freguesias distribuídas pelos concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro. Esta Área Protegida forma um conjunto com o parque natural espanhol da Baixa Limia – serra do Xurés, constituindo com este, desde 1997, o Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés e a Reserva da Biosfera com o mesmo nome.” ICNF

Fiquem com o nosso itinerário pelo Alto Minho e vejam as fotos na nossa página do facebook
Tirem ideias, arrumem as malas e apaixonem-se o nosso Norte… 😀

Monte Prado Hotel & SPA


Alojamento: 
Monte Prado Hotel & SPA – avaliação 4/5, comentário aqui

Dia 1: 
Barcelos
  Almoço: Restaurante Casa dos Arcos – avaliação 5/5
Sistelo

Dia 2: Parque Natural da Peneda- Gerês
– Castro Laboreiro

Percurso Marginal do Rio Minho

– Cascata da Portela do Homem
– Miradouro da Pedra Bela
– Cascata do Arado
– Cascata do Tahiti 
– Gerês
– Santuário de São Bento da Porta Aberta
– Barragem de Vilarinho das Furnas
– Monção 
Jantar: 
Restaurante Firminos, Monção – avaliação 3/5, comentário aqui


Dia 3: Melgaço e regresso
– Percursos marginais do Rio Minho
– Melgaço
  Almoço: Restaurante Adega do Sossego
Ponte de Lima


🔺Este post encontram-se em constante atualização🔺

Resoluções para 2017

Os passeios da Marta não são coisa de ficar no sofá a ver séries. São bicho do mato! Como tal já andamos a fazer planos para laurear a pevide em 2017. 

Planos à parte, estes são os objetivos para o novo ano: 

Conhecer melhor Portugal
Eu até acho simpático andar de avião, acho mesmo. Mas vá, com tanto lugar lindo e maravilhoso no nosso cantinho à beira mar plantado, vamos descobri-lo que bem merece. Há lugares tão diferentes de norte a sul, comida tão saborosa e gente tão sábia, vale a pena conhecer-nos melhor. 
Confesso. Ir ao estrangeiro dá-me mais vontade de conhecer o que é nosso. Mostrar aos estrangeiros que apesar de sermos pequeninos, e termos o Cristiano Ronaldo, temos muito mais encantos. 

Cascata da Cabreia

Conhecer melhor a Serra da Boa Viagem
Para muitos pode parecer um objetivo inferior, algo pequenino no mundo. Mas eu sinto uma certa angústia por me gabar de ser natural da cidade mais bonita do pais e depois não conhecer a minha serra. Está mal. Muito mal. Lugar de tantas paixões noturnas, passeios de domingo e piqueniques em familia. Tem lugares lindos por descobrir e este ano vou pesquisar trilhos e vou me fazer à serra de sapatilhas e mochila às costas. 

Vista da Serra da Boa Viagem



Fazer uma viagem transcontinental
Posso dizer que conheço relativamente bem o nosso velho continente. Corrijo: Eu conheço algumas capitais de alguns países. Conhecer o país é outra coisa ! E que lindo e rico que é. Mas vá, já era altura de conhecer lugares, culturas e pessoas ainda mais diferentes do que nós. 




Mais desafios
Já coloquei o desafio a mim mesma de pisar terreno de todas as sedes de distrito portuguesas (chamem-lhe carolisse) Mas ainda nada feito. É verdade que as ilhas dificultam um bocado a situação. Mas ainda me faltam muitas do continente. E a culpa é minha. Está mal! 
Ainda por cima, já ando a magicar outros desafios. 2017 traz mais desafios para cumprir 😀 

MAAT – Lisboa
Bons passeios !