5 segredos da Ilha de São Miguel – Açores

Este artigo faz parte de um post colectivo de vários blogues do grupo de Travelbloggerspt, sobre as ilhas do Arquipélago dos Açores. No final deste artigo, podem conferir quais os blogs participantes e o que cada um deles tem a dizer sobre cada uma das ilhas.



A minha visita a São Miguel foi um pouco atípica. Ficámos em casa de amigos e contámos com a generosidade de um casal de Açorianos para nos mostrarem a ilha de uma ponta à outra com a premissa “Amigos de amigos, nossos amigos são!”. Portanto, no que diz respeito a alojamentos e alugueres de carros, eu não sou a melhor pessoa para vos ajudar. Ainda assim, vou-vos contar o que eu mais gostei na Ilha de São Miguel. 

Logísticas à parte, tenho a dizer que os Açores surpreenderam-me como nenhum outro lugar. Ir aos Açores é visitar um outro Portugal. Nada que existe no continente se compara aos Açores. Aquele verde. Aqueles azuis. Aquelas flores. Aquelas árvores e os cheiros que embalam o sossego da paisagem. 
Agora vou-vos contar os segredos que eu descobri sobre a Ilha de São Miguel: 

Bife da Associação Agrícola de São Miguel


Desengane-se se acha que Associação Agrícola é sinónimo de tasca. Trata-se de um lugar muito elegante e, provavelmente, dos melhores locais em todo o arquipélago para comer a genuína carne açoriana. Conta com uma sala ampla com capacidade para 140 pessoas, um bar de apoio, capaz de albergar pessoas sentadas, e ainda uma esplanada inovadora e requintada com espaço Lounge e zona de refeições que nos meses mais quentes (época alta).
Serve apenas pratos de carne, de forma simples. Eu comi o famoso bife “da associação”, com 400 gramas, é feito na frigideira com alho e pimento, servido com batatas às rodelas e legumes. A carne estava no ponto. Acho que nunca tinha comido um bife tão suculento e saboroso. 

Localiza-se na vila de Rabo de Peixe e está aberto todos os dias das 12h às 24h. 

Tripadvisor 4,5/5 – 3067 avaliações 



Fotos do site da Associação Agrícola de São Miguel


→Poça da Dona Beija


No concelho de Povoação, na maravilhosa Ilha de São Miguel, na localidade das Furnas, situa-se a encantadora Poça da Dona Beija, conhecida pelas suas água termais com indicações terapêuticas, abraçada por um cenário de ímpar beleza e encanto.

A nascente faz parte da caldeira do vulcão das Furnas, a zona termal é composta por um complexo de cinco áreas para banhos todas abastecidas por uma nascente de água quente com aquecida pelo calor do vulcão das Furnas.
Nas piscinas podem contar com entradas de água em cascata que permite desfrutar sentado de uma massagem termal dentro de água, um banco submerso que permite deixar-se encantar pela passagem silenciosa das águas que fluem para a ribeira, uma cortina de água onde os visitantes poderão experienciar uma sauna ao ar livre. No fundo, todos os ingredientes para que se senta realmente relaxado e confortável. Nestas piscinas a água encontra-se a 39ºC. Verdade. 39º ! O que vai permite usufruir de um relaxamento completo.
No dia em que visitei a Poça da Dona Beija chovia imenso.  O que não foi um obstáculo para usufruir das piscinas naturais. Muito pelo contrário! A água das piscinas era tão quente, que a água da chuva a cair sobre a minha cara tornou aqueles momentos ainda mais relaxantes e prazerosos.

A ribeira, que atravessa as pequenas piscinas, tem quase um metro de profundidade e é regulada por uma comporta amovível que proporciona uma mistura de água termal com água da ribeira que chega a atingir os 28°C. Este espaço dá resposta aos nossos visitantes menos friorentos que procuram um banho ameno. Por vezes, tendo em conta as condições climatéricas dos Açores, há necessidade de remover a comporta, o que altera a funcionalidade desta zona.
Quando visitei este lugar mágico, a comportava estava aberta, a água da ribeira corria apressada e por isso era proibido descer para usufruir da água mais amena. 



Os bilhetes custam 6€ para adultos e 4€ para crianças (até aos 6 anos). O ingresso inclui o acesso às diferentes áreas para banhos termais da poça, às infraestruturas de apoio e à loja de lembranças.
O complexo dispõe de balneários, onde pode trocar de roupa e deixar os bens pessoais num cacifo (aluguer 1€). Se preferir, pode levar os seus bens para perto de si num dos cestos disponibilizados à entrada.
Os duches de água fria estão incluídos neste conjunto de serviços, assim como o estacionamento, mediantes disponibilidade.
Não é aconselhável o uso de pratas, ouros ou outro tipo de bijuteria, uma vez que podem mudar de cor.
Senhoras grávidas, pessoas com tensão arterial baixa ou outros problemas de saúde deverão consultar o médico, previamente, sob o risco de se sentirem indispostos ou mesmo desmaiar, devido às altas temperaturas da água.


→Ribeira dos Caldeirões


A ribeira dos Caldeirões é muito mais que a cascata dos postais. O Parque Natural da Ribeira dos Caldeirões é uma área protegida açoriana, localizada ao longo de parte do curso de água da Ribeira dos Caldeirões, na freguesia da Achada, no Nordeste da ilha de São Miguel. Localiza-se nos declives da Serra da Tronqueira e ocupa parte do curso da Ribeira do Guilherme,.
Neste parque natural é possível observar uma abundante e variada flora macarronésia, onde a Laurissilva é dominante e onde se destacam fetos arbóreos de grande porte, as famosas hortênsias e criptomérias de grande porte. Mas o principal destaque deste parque natural é a cascata que alimenta com água parte do parque e se prolonga ao longo do curso da ribeira. 

O Parque Natural da Ribeira dos Caldeirões possui 5 moinhos de água no seu interior. Três moinhos deste parque estão classificados como Imóveis de Interesse Público. Estes moinhos datam do séc. XVI tendo constituído, entre muitos outros espalhados pelo Nordeste, a única fonte de subsistência e rendimento de inúmeras famílias. Alguns dos moinhos ainda estão em funcionamento e num deles encontra-se um museu etnográfico. As casas do moleiro foram transformadas em loja de artesanato, turismo rural e serviço de cafetaria.

→Miradouro da Boca do Inferno


O Miradouro da Boca do Inferno é, provavelmente, o miradouro mais encantador da ilha de São Miguel. Fica a 1000m de altitude e tem uma vista incrível sobre a Lagoa do Canário, a Lagoa das Sete Cidades, a Lagoa Rasa e parte do Povoado das Sete Cidades além de parte da Serra Devassa.

O acesso não é fácil e não recomendo a pessoas com mobilidade reduzida.  Para lá chegar siga as indicações para a Lagoa do Canário, passe os portões (fecham às 19.00) e siga as placas. Pode estacionar antes dos portões ou prosseguir com o carro até mais perto do miradouro. No entanto, recomendo deixar o carro ali mesmo (antes dos portões), já que durante a caminhada até ao miradouro poderá visitar a lagoa do Canário e ter uma relação mais próxima com a natureza circundante. 




→ Kima

Este é o segredo mais bem guardado para os curiosos da gastronomia local e para os mais gulosos, como eu. Não é exclusiva da Ilha de São Miguel, mas não dava para falar dos Açores sem falar na Kima. Trata-se de uma simples sumo gaseificado com sabor a maracujá ou ananás. É produzido na fábrica Melo Abreu, em São Miguel, juntamente com a famosa Laranjada e a Cerveja Especial Melo e Abreu. 
Mas porque é que eu escrevo sobre um sumo com gás dos Açores? Porque é realmente bom e deixa muitaaaaas saudades. Só de recordar os Açores, começa -me a crescer água na boca. Começo a pensar na Kima. No bolo lêvedo. E no cozido (não sabe nada a enxofre!). E no bife da associação. E na morcela com ananás. Ok, já chega !


E para quem tiver a morrer de saudades de Kima, bolo lêvedo ou queijo de São Miguel, já podem ter todos estes produtos em vossa casa através da Mercearia dos Açores – Loja Online. 



Para se apaixonarem ainda mais pela Ilha de São Miguel, vejam o Carimbo no Passaporte ou consultem  o TravelB4Settle. Para descobrir a identidade da Terceira é no ADN Aventureiro e podem subir o Pico na companhia dos Destinos Vividos. Se um dia pensam ir a São Jorge acompanhem o blog Um Dia Vamos.
O Luis Ferreira levam-vos à Ilha do Corvo e o Gato Vadio às flores.
Nós e o mundo acompanham-vos à ilha mais Graciosa e ao Faial.
Let’s Run Away é pela Ilha de Santa Maria !

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Escapadinha Mondego – Restaurante Vimieiro

Ainda sobre o nosso fim de semana, há necessidade de voltar a falar em comida. Estamos fartinhos de saber que não existe gastronomia como a nossa. Mas os restaurantes mais escondidos, são aqueles com maior capacidade de me surpreender. Desta vez falamos do Vimieiro. Descobrimos pelo tripadvisor.




Com uma localização privilegiada junto ao rio Alva, o restaurante Vimierio, em Penacova, localiza-se na praia fluvial com o mesmo nome, perto de uma queda de água que é cenário de televisão. 


Com duas salas distintas, uma delas completamente envidraçada com vista para o rio, dedica-se a confecionar pratos com sabor caseiro. É o destino ideal de quem procura a típica chanfana, arroz de míscaros e ao fim de semana há sempre cabrito assado com arroz de miúdos.


Chegámos as 12h30 prontos para dar uma caminhada pela praia fluvial antes do almoço. No entanto, fomos logo avisados que teríamos que “dar corda aos chinelos”, já que, sendo domingo, o restaurante iria encher à velocidade da luz.

E assim foi. Mal nos sentámos, o pequeno restaurante encheu de pessoas dali. Cumprimentavam-se à chegada. Como se todos de conhecessem. Talvez aquele fosse o restaurante de domingo. Das festas de família. Dos reencontros.


Fomos brindados para entrada com os “nuninhos”, pequenos pães recheados com queijo simplesmente deliciosos, que devem o seu nome ao criador da iguaria e também à sua forma de “ninho” A fasquia está a elevar-se. Pedi javali com castanhas. Completamente fora da minha zona de conforto.

O D. não quis arriscar e foi para as pataniscas. Mas que grandes pataniscas. Dava para ele e mais dois.
Mas o meu javali, não tenho palavras para descrever… Foi um fim de semana demasiado rico em sensações gustativas, e eu não tenho vocabulário para isto.

Estava simplesmente divinal! A carne era muito suculenta e vinha rodeada de castanhas cortadas pequeninas com um sabor incrível. O javali vem acompanhado de batatas fritas. Quando as vi, torci o nariz. Não sei bem o que lhes fizeram, mas as batatas eram mesmo boas. Não eram umas batatas fritas quaisquer. Não não. Eram mesmo boas e namoravam perfeitamente com o javali e as castanhas.



No fim, deixámos a nossa marca nas paredes rabiscadas da entrada. Eu acho muita piada ao conceito. Dá alma ao espaço. Dá memórias e pessoas. Dá vida. 

Quando visitarem o restaurante, não esqueçam de nos procurar nas paredes.


Bons passeios 😘

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Escapadinha Mondego – Hotel Quinta da Conchada

A premissa para o fim de semana era descanso absoluto. Não haveria espaço para grandes caminhadas ou visitas culturais. Desta vez, só queríamos silêncio e paz para corpo e mente.




Já sabíamos da existência do Hotel Quinta da Conchada plantado mesmo à beira do Mondego. E esta era a desculpa perfeita.


Inserido na deslumbrante paisagem das encostas do rio, beneficia de uma localização privilegiada e uma grande facilidade de acessos rodoviários. Ficar hospedado na Quinta da Conchada Hotel & Spa significa estar próximo da natureza, da montanha, do rio e da cidade, criando uma sensação de perfeita harmonia. Conta apenas com 10 quartos, o que proporciona a cada hóspede uma experiência única de serenidade e tranquilidade.


Ao chegar, fomos recebidos com um sorriso nos lábios e simpatia, que se perpetuaram ao longo de toda a estadia.
O espaço exterior do hotel convida o tempo a passar devagar. A passear calmamente. Ouvir os passarinhos e o rio a passar.
Durante a tarde, houve tempo para descobrir o pequeno passadiço sobre o rio onde atraca o barco turístico. Houve tempo para admirar as rosas. Houve tempo para sentar na esplanada do bar a contemplar a paisagem. Houve tempo para dormir uma sesta no relvado do hotel. Houve tempo para jacuzzi. Houve tempo …. e é tão bom quando há tempo!



Para jantar no restaurante do hotel é necessário reservar durante a tarde, já que é muito solicitado não só por hóspedes, mas também outros admirados da comida local.
O restaurante oferece as riquezas e sabores da gastronomia portuguesa, ementas diversificadas e tradicionais, passando pela chanfana, o cabrito assado, a lampreia na sua época. Na sobremesa a influência dos doces conventuais com o magnífico recheio de doce de ovos, ou os típicos Pastéis de Lorvão e as Nevadas de Penacova.




Pedimos Espetada de Tamboril c/ Gambas e Açorda de Marisco, e não consigo partilhar por palavras o quão maravilhada fiquei. Eu não sou grande apreciadora de peixe. Arrisquei pelas gambas e pela açorda. Mas confesso que foi o tamboril rodeado com bacon que me conquistou o coração. Todo o prato era muito equilibrado. E a deliciosa açorda de marisco era só mais uma parcela da equação perfeita. 

A região onde se insere o hotel, foi devastada pelos incêndios de Outubro de 2017. Por isso, a paisagem já não é tão verde nem densa, como antes. O próprio hotel foi atingido pelo fogo, tendo sido consumido um edifício destinado a eventos. Apesar de todos os contratempos, o hotel Quinta da Conchada está a funcionar a 100% e merece a vossa visita. Não só o hotel, como também as aldeias adjacentes, precisam da vossa visita para ajudar na sua recuperação. 

Precisam de mais razões para uma escapadinha ao Hotel Quinta da Conchada? Sim? Então fiquem com mais fotografias 😘😘


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10 programas menos óbvios em Lisboa

Uma amiga minha pediu-me conselhos sobre lugares a visitar em Lisboa.  Parece fácil. No entanto, ela viveu alguns anos em Lisboa. Passear na Av. da Liberdade, visitar o Castelo de São Jorge ou acabar o dia no Miradouro de São Pedro de Alcântara, acho que não era bem o que ela estava à procura. Dei algumas dicas imediatas como subir ao Cristo Rei, subir o novo elevador da Ponte 25 de Abril ou visitar o, já vosso conhecido, Palácio do Marquês da Fronteira. No entanto, não fiquei satisfeita. Fui ao site da Timeout e seleccionei alguns lugares menos óbvios para visitar em Lisboa. Não me responsabilizo se vocês já conheçam estes sítios como a palma da vossa mão. Para mim e para o comum dos mortais são, de facto, menos óbvios.
Infelizmente, ainda não visitei nenhuma destes lugares. Informação: TimeOut. Eu fiz a pesquisa e a escolha. 

Se antes de passarem aos menos óbvios, quiserem visitar os 50 must de Lisboa, a Time Out também os apresenta aqui
1) Miradouro Panorâmico de Monsanto
Este miradouro de Lisboa tem quase meio século. Foi restaurante de luxo, bingo, discoteca, edifício de escritórios e armazém. Agora, o edificio ganha uma nova vida – faz de miradouro.  A vista de 360 graus para toda a cidade e a localização privilegiada, no Alto da Serafina, fazem deste prédio devoluto o melhor sítio para ver as vistas em Monsanto. Abandonado desde 2001, o Panorâmico recebia apenas a visita esporádica de exploradores urbanos, turistas, curiosos. Desde dia 2 de Setembro que pode ser visitado legalmente e em segurança: a Câmara Municipal de Lisboa retirou o entulho, colocou protecções e em breve vai dar um jeito às paredes.

2) Ver o pôr do sol e comer sushi – Palma Yatchs
Se o faz em terra também o pode fazer no mar e é isso que tem acontecido nos passeios da Palma Yachts, ideais para impressionar aquela pessoa que se tem cortado aos seus inúmeros convites para jantar. E por falar nisso, o melhor é que pode também aprender a cortar as peças de sushi a bordo e a enrolar niguiris perfeitos. 
Doca de Santo Amaro, http://www.palmayachts.pt. A partir de 95 euros por pessoa. 93 70 65 280

3) Palácio Foz
Existem visitas guiadas a este palácio nos Restauradores e existem muitas pessoas interessadas. Daí que exista também muitas vezes a palavra “esgotado” junto a cada anúncio de uma nova data. Quem quiser visitar o interior deste edifício tem de marcar com antecedência uma das visitas guiadas. As inscrições são no site aqui.


4) The Escape Hunt Experience
Os escape games já não são novidade em várias cidades do nosso pais, mas este foi um dos primeiros e permanece o mais bem cotado de todos em Lisboa. Faz parte de uma cadeia internacional de Escape Games, o que torna a marca reconhecida pelos turistas. À boa fama junta excelentes desafios e a melhor decoração dos escape games da capital. Neste momento há três salas onde se pode trancar: uma dedicada a Fernando Pessoa, outra ao Terramoto de 1755 e uma terceira sobre Sociedades Secretas. É a diversão mais bem cotada da cidade no site Tripadvisor e convém reservar com alguma antecedência.
Rua dos Douradores, 13, todos os dias das 11.00 às 21.30. Dois adultos pagam 50€.

5) Igreja de São Roque
Já foram ao bairro alto? Muitas vezes? Então, com certeza, que a fachada desta igreja já vos passou vagamente pelos olhos… A belíssima Igreja de São Roque está no top das atracções do guia Lonely Planet – que elogia o seu “dazzling interior” – e o seu interior é um ponto de paragem obrigatório para crentes e não crentes. Pare para dar uma espreitadela e surpreenda-se com uma das igrejas mais decorados da cidade. Se, por acaso, gosta de relicários há ainda uma bela colecção de pedaços de santos e o museu de arte sacra. 
Fonte: Lisbon Lux

6) Ver a cabeça de Diogo Alves
Calma. Não sou psicopata. Prometo. 
A cabeça decepada do assassino do Aqueduto das Águas Livres está no Teatro Anatómico da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Apesar de estar preservado em formol, o pickle humano da Faculdade de Medicina viralizou. Sites como Atlas Obscura, Wired ou Dangerous Minds partilharam a foto e a história de Diogo Alves, dando ao assassino fama internacional – nas redes, várias pessoas fizeram notar as semelhanças do primeiro serial killer português com Thom Yorke, vocalista dos Radiohead, no videoclip da canção “No Surprises”.

7) Casa do Alentejo
Para fugir das multidões, das filas, do serviço lento da esplanada da moda e dos colegas de trabalho, a Taberna da Casa do Alentejo é o lugar perfeito. Situada no pátio interior do edifício do antigo Palácio Alverca – que só por si merece uma visita – esta esplanada pode não ter as vistas deslumbrantes das suas congéneres, mas os petiscos (açordas, enchidos, salgadinhos, queijos, etc.), a paz e o sossego compensam.

Fonte: Agenda LX aqui

8) Caza das Vellas (1789)
Esta oficina é tão velhinha, tão velhinha que o nome sobreviveu a quase todos os acordos ortográficos. Anterior à chegada da electricidade a Lisboa, vai na sexta geração de família Sá Pereira. O alvará para a sua abertura exigia que a loja tivesse duas tochas acesas à noite para iluminar a rua, numa altura em que a cidade era bem mais escura quando o sol se punha. Nesses tempos, as velas eram de sebo, o que emanava um cheiro pouco simpático. O fundador Domingos Sá Pereira trouxe a técnica de fabricar velas com cera de abelha, ainda hoje o ex-líbris da casa. Há velas para todos os gostos e orçamentos, mas nem só de cera vive o negócio. Rua do Loreto, 53-55. 21 342 5387. Seg-Sex 09.00-19.00, Sáb 09.00-13.00

Fonte: Site Caza das Vellas aqui

9) Visitas ao Palácio de Belém
O Palácio de Belém é muito óbvio. Já a oportunidade de visitá-lo, não era assim TÃO óbvia. As visitas são conduzidas por técnicos do museu e dão a conhecer a história da residência oficial do Presidente da República, num percurso que inclui toda a ala protocolar (Sala das Bicas, Sala de Jantar, Sala Dourada). Todos os sábados, entre as 10.30 e as 16.30.
Fonte: Time Out aqui
Mais visitas guiadas em Lisboa, aqui.

10) Tapada das Necessidades
Continua a ser um segredo escondido até para alguns lisboetas. O antigo jardim da família real tem lagos, uma estufa, um chafariz e um jardim de cactos. Perfeito para um passeio de fim de semana.
4 sitios para evitar turistas em Lisboa aqui

M. 👍

Barcelos

Barcelos, é sem duvida um dos destinos mais conhecidos do Norte de Portugal, sobretudo porque graças à figura do Galo de Barcelos que se ocupa do merchandising do nosso pais. Localiza-se no distrito de Braga, banhada pelo rio Cávado e oferece ao visitante um belo centro histórico com variadíssimos elementos arquitectónicos de grande interesse histórico e cultural.





















Deixámos o carro a sul do Rio Cávado e entrámos pela “passadeira” da cidade, a velha Ponte de Barcelos. Atravessado o rio, surge destacado o Paço dos Condes de Barcelos. Junto do Paço, existe um harmonioso espaço ajardinado onde no seu centro está inserido o Pelourinho e o Solar dos Pinheiros.

Caminhando pelo centro histórico da cidade pela Rua de São Francisco vai encontrar do lado direito (antes da torre medieval) o Largo Dr. José Novais onde existe uma lojinha encantadora de artesãos locais, que devem todos visitar. Trata-se de uma associação de artesãos que promove os simbolos locais com uma roupagem diferente mas sempre com os traços tradicionais. Cada peça é única, e feita à mão. Os preços são super acessíveis e peças encantadoras, galos líndissimos. Se tiverem sorte apanham o senhor que nos atendeu que sabia identificar cada artesão pela peça e contava-nos a história de cada um, do mais velhote ao mais novo e arrojado.



Retome a Rua António Barroso para sentir a animação da cidade, as lojas, esplanadas e pessoas a passearem e fazerem compras. Percurso que tem seu auge no Largo da Porta Nova com uma fonte lindíssima e os jardins floridos.

Almoçámos no restaurante Casa dos Arcos que adorámos e recomendamos 😍😍

Visitar em Barcelos:

Ponte de Barcelos, Paço dos Condes de Barcelos, Pelourinho, Solar dos Pinheiros, Igreja Matriz de Santa Maria Maior, que dado o seu valor inquestionável, está classificada como Monumento Nacional; Rua de São Francisco, Largo da Porta Nova, Igreja de Senhor Bom Jesus da Cruz, Rua Visconde Leiria, Teatro Gil Vicente, Chafariz e a Casa do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, Associação de Artesãos Locais.
Ah, e não se esqueça de coleccionar fotografias com todos as representações grandes de galos de Barcelos que encontrar. Eles andam por lá !😂😂

Balanço 2017

Já estamos em 2018. Ainda assim, nunca é tarde para fazer os balanços de 2017. É bom pensar no que passou, aprender com os erros e festejar as vitórias. Vamos a isso. 

Resoluções de 2017 aqui. 

– Conhecer melhor Portugal – ✓ 😍
Esta foi a resolução que escrevi em primeiro lugar. E foi largamente cumprida. Estou muito feliz com isso. Conheci muitos lugares novos em Portugal. 
O 2017 começou na serra da Freita. Talvez já tenha ouvido falar na Frecha da Mizarela. Fiz 25 anos no Porto, na cidade que mexe muito comigo e que me surpreende e abraça a cada visita.  Conheci Gouveia. Fui muito Feliz com os sabores da serra bem perto. Os Açores foram a viagem do ano. Apaixonei-me pelo verde, pelo azul, pelas vaquinhas felizes, pelas pessoas e pelos sabores. Tão deles, tão nossos. Saltei de parqueadas em Évora e mergulhei na piscina do Hotel Lago Montargil e Villas em Março. Visitei a serra da Lousã e explorei as encantadas aldeias de xisto. Fui a Águeda ver de perto as ruas coloridas e os chapéus de chuva. Por fim, fui ao Parque Nacional Peneda-Gerês e à Rota do Alvarinho. Deixei o silêncio fluir com as águas que corriam barulhentas nas cascatas. Fui muito feliz em 2017 no meu pais 😀

– Fazer uma viagem transcontinental – ✓ 🙂
A minha primeira viagem para além do velho continente. Marrocos, yeah. Não foi muito longe.  Mas é tudo tão diferentes. Influências diferentes, pessoas diferentes, um verdadeiro choque de cultura. Mas viajar é mesmo assim. Quer se goste ou não, vens sempre mais rico. 



Entretanto fiz descobertas imprevisíveis na Europa. Fui às incríveis e selvagens Ilhas Ciés. Incrível experiência na natureza selvagem. A água gelada e azul, as gaivotas, umas ilha deserta, à noite e com tanto por explorar. 
Por fim, Salamanca. Um cidade lindíssima, tão perto. Cheia de pessoas, histórias, mitos e vida. Muita vida. 

Desta vez, não vou fazer resoluções para 2018. Já existem viagens planeadas e o resto irá fluir…

“Deixa acontecer naturalmente” 😄

Um Feliz Ano 2018 e muitas viagens. 

M. 🗺

Alto Minho

O norte sempre foi uma região do pais muito cara para mim. Vibro com o Porto. Adoro Vinho do Porto. Sou apaixonada pelo Douro e pelas vinhas. Adoro as cores e o coração do Minho. Gosto das vilas cuidadas e iluminadas. Gosto dos rios gelados e das cascatas. Gosto da comida temperada e das doses fartas. Gosto das pessoas. Gosto do quanto gostam da sua terra. Gosto do “sangue na gelra”, da pronúncia deliciosa e do carinho. 

Mas existia uma grande falha.  O tão famoso e natural Parque Nacional Peneda-Gerês. 
E sem qualquer sacrifício de voltar ao norte, rumámos a Melgaço, lá longe perto da fronteira, para iniciar a aventura pela natureza e explorar as aldeias, vilas e cidades. 

“O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) abrange território de 22 freguesias distribuídas pelos concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro. Esta Área Protegida forma um conjunto com o parque natural espanhol da Baixa Limia – serra do Xurés, constituindo com este, desde 1997, o Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés e a Reserva da Biosfera com o mesmo nome.” ICNF

Fiquem com o nosso itinerário pelo Alto Minho e vejam as fotos na nossa página do facebook
Tirem ideias, arrumem as malas e apaixonem-se o nosso Norte… 😀

Monte Prado Hotel & SPA


Alojamento: 
Monte Prado Hotel & SPA – avaliação 4/5, comentário aqui

Dia 1: 
Barcelos
  Almoço: Restaurante Casa dos Arcos – avaliação 5/5
Sistelo

Dia 2: Parque Natural da Peneda- Gerês
– Castro Laboreiro

Percurso Marginal do Rio Minho

– Cascata da Portela do Homem
– Miradouro da Pedra Bela
– Cascata do Arado
– Cascata do Tahiti 
– Gerês
– Santuário de São Bento da Porta Aberta
– Barragem de Vilarinho das Furnas
– Monção 
Jantar: 
Restaurante Firminos, Monção – avaliação 3/5, comentário aqui


Dia 3: Melgaço e regresso
– Percursos marginais do Rio Minho
– Melgaço
  Almoço: Restaurante Adega do Sossego
Ponte de Lima


🔺Este post encontram-se em constante atualização🔺

Buracas do Casmilo

As Buracas do Casmilo são uma formação geológica no concelho de Condeixa-a-Nova que vale mesmo a pena visitar. 
Parar para disfrutar da imensidão da paisagem rochosa leva a nossa imaginação a níveis superiores. Recuamos milhões de anos atrás …

Mas afinal, Como se formaram tamanhos buracos na rocha

As buracas correspondem ao que resta de várias salas de uma só gruta existente no interior do monte, resultando do abatimento da parte central de uma conduta que deixou a descoberto as suas partes laterais extremas.

A Serra de Sicó, e particularmente as Buracas do Casmilo, são muito procuradas para a realização de actividades de lazer como escalada, orientação, rappel. 

Como chegar: 
Localização no google maps aqui.
Recentemente foi criado um percurso pedestre que tem início na aldeia de Casmilo e percorre uma paisagem de flora mediterrânica, áreas deprimidas ocupadas por milho e alguns produtos hortículas, e oliveiras rodeadas por círculos de rocha calcária. Este percurso pedestre tem como ponto partida também no polidesportivo do Casmilo, com 6,5km de distância e forma circular. Ver aqui
É possível também levar o carro até junto das Buracas do Casmilo. Prepara-se para 1km de estradão, mas em bom estado e largo. 


Nós optámos por deixar o carro junto ao Polidesportivo do Casmilo, aqui, e percorremos cerca de 1 km a pé. 



Fizemos este programa numa manhã e deu tempo de entrar nos buracos maiores, disfrutar da paisagem em silêncio enquanto apreciávamos os atletas a escalar a rocha (e parece mesmo dificil!). Ainda conseguimos tirar muitas fotografias, e elevar a nossa imaginação, criar os cenários e ouvir as histórias que as buracas têm para contar. 

Almoçámos no restaurante Santiago e bebemos café no Caracol, ambos restaurantes em Santiago da Guarda.  

Por fim, visitámos os moinhos do Outeiro com uma vista incrível sobre os olivais e os laranjas e amarelos das videiras de outono. Loc aqui


Bons passeios 😉 


Upon Lisboa bar

A Route 92 anda paradinha. Mas em fase de manutenção. Ou seja, estamos mais por cá a planear o ano 2018 e as próximas viagens. Por vezes é importante parar, para pensar, organizar e planear. Este ano será particularmente exigente a nivel profissional, mas as viagens vão continuar, o que exige um planemento minucioso. 
Enquanto isso, passeamos por Lisboa e arredores.
Desta vez o escolhido foi o Upon Rooftop em Lisboa, o novo rooftop com vista para o Estádio da Luz, o fim de tarde perfeito para qualquer lampião.
Situa-se no último andar do Upon Lisbon Prime Residences, um novo projeto de apartamentos turísticos que abriu na cidade no início de maio.
O novo Upon Lisbon Bar está aberto a hospedes e não hospedes e a funciona desde o início de setembro no 8.º andar. A entrada faz-se pela receção onde encontra quatro elevadores que o fazem chegar até ao topo.
Não fique logo fascinado com a piscina aquecida, se não estiver hospedado num dos apartamentos só pode mesmo ficar a olhar e tirar umas fotos.
Se quiser pode apenas passar por lá e beber um copo. Há cocktails, cervejas, sangrias, sumos naturais e muitas outras bebidas. Se chegar com fome pode também optar pelas sugestões gastronómicas de lanche como os bagels, prego em bolo do caco, tostas, hambúrguers, wraps e outros petiscos.
Só é pena ter chegado apenas no final do verão, mas é de aproveitar durante as horas de sol, já que está aberto todos os dias entre as 9 horas e as 19 horas. 

Impressões: De um lugar com aquela localização já esperava preços de esvaziar a carteira, e assim foi. Serve para tardes de relax esporádicas, mas não para para abusar. O espaço também é pequeno, a piscina ocupa uma grande área do rooftop o que nos dificulta aproveitar a varanda e vista bem de perto. Não gostei também da cerveja ser servida em copos de plástico. Sim, tudo bem, tem uma piscina e tal, é perigoso… Mas pagar bem para tomar numa bebida num rooftop e levar com copos de plástico não agradou. No entanto, pretendo voltar com sol e boa companhia 😀

Morada:
Upon Lisbon Bar
Rua Luciana Stegagno Picchio, 12, Lisboa
1549-023 Lisboa

P. S- desculpem a má qualidade das fotos, mas nem o telemovel nem a luz são os ideias 😀