Balanço 2017

Já estamos em 2018. Ainda assim, nunca é tarde para fazer os balanços de 2017. É bom pensar no que passou, aprender com os erros e festejar as vitórias. Vamos a isso. 

Resoluções de 2017 aqui. 

– Conhecer melhor Portugal – ✓ 😍
Esta foi a resolução que escrevi em primeiro lugar. E foi largamente cumprida. Estou muito feliz com isso. Conheci muitos lugares novos em Portugal. 
O 2017 começou na serra da Freita. Talvez já tenha ouvido falar na Frecha da Mizarela. Fiz 25 anos no Porto, na cidade que mexe muito comigo e que me surpreende e abraça a cada visita.  Conheci Gouveia. Fui muito Feliz com os sabores da serra bem perto. Os Açores foram a viagem do ano. Apaixonei-me pelo verde, pelo azul, pelas vaquinhas felizes, pelas pessoas e pelos sabores. Tão deles, tão nossos. Saltei de parqueadas em Évora e mergulhei na piscina do Hotel Lago Montargil e Villas em Março. Visitei a serra da Lousã e explorei as encantadas aldeias de xisto. Fui a Águeda ver de perto as ruas coloridas e os chapéus de chuva. Por fim, fui ao Parque Nacional Peneda-Gerês e à Rota do Alvarinho. Deixei o silêncio fluir com as águas que corriam barulhentas nas cascatas. Fui muito feliz em 2017 no meu pais 😀

– Fazer uma viagem transcontinental – ✓ 🙂
A minha primeira viagem para além do velho continente. Marrocos, yeah. Não foi muito longe.  Mas é tudo tão diferentes. Influências diferentes, pessoas diferentes, um verdadeiro choque de cultura. Mas viajar é mesmo assim. Quer se goste ou não, vens sempre mais rico. 



Entretanto fiz descobertas imprevisíveis na Europa. Fui às incríveis e selvagens Ilhas Ciés. Incrível experiência na natureza selvagem. A água gelada e azul, as gaivotas, umas ilha deserta, à noite e com tanto por explorar. 
Por fim, Salamanca. Um cidade lindíssima, tão perto. Cheia de pessoas, histórias, mitos e vida. Muita vida. 

Desta vez, não vou fazer resoluções para 2018. Já existem viagens planeadas e o resto irá fluir…

“Deixa acontecer naturalmente” 😄

Um Feliz Ano 2018 e muitas viagens. 

M. 🗺

Guia Ilhas Ciés

O arquipélago das Ilhas Ciés situa-se à entrada da ria de Vigo e é constituído por 3 ilhas: a ilha de san martini, ilha do farol e ilha de monte agudo. As duas ultimas são as ilhas mais badaladas do arquipélago e ligadas pela famosa praia de Rodas, considerada em 2007 a praia mais bonita do mundo pelo The Guardian. Esta menção retirou alguma da tranquilidade destas ilhas selvagens, no entanto o facto de pertencerem ao Parque Nacional das Ilhas Atlânticas da Galiza impõe a cada visitante um conjunto que regras que permite continuar a associar as Ilhas Cies a um verdadeiro paraíso selvagem. 
Se visitar as Ilhas Cies, obrigue-se a sair da Praia de Rodas e descubra a essência das ilhas. As praias mais escondidas de mar transparente e cristalino, os recantos mais secretos, são a verdadeira beleza das ilhas selvagens. Se pretende fugir do caos e procura o sossego evite a “praia mais bonita do mundo”.


TRANSPORTE:
A única forma de viajar até às Ilhas Ciés é de barco. Existem várias companhias que viajam até lá na semana santa e no verão, sendo que escolhi a Mar de Ons e paguei 14,5€ ida e volta de Vigo. Esta companhia viaja também desde Baiona e Cangas. 
Pode também viajar num barco privado durante todo o ano e nesse caso é necessária uma autorização de ancoragem nas Ilhas Ciés. 
Não é possível levar carro, mota autocaravana. As ilhas ciés não têm estradas (e também não precisam!). 

ALOJAMENTO:
Não há hotéis, nem hosteis, nem pensões. A única forma de pernoitar nas ilhas Ciés é no parque de campismo. No entanto, aqui tem duas alternativas: ou leva a sua própria tenda ou aluga uma tenda já montada no parque com direito a sommier e colchão. 

O parque de campismo é pequeno mas tem boas instalações. Para tomar banho de água quente precisa de colocar uma moeda de 0,2, 0,5 ou 1€. No entanto, o parque oferece aos clientes uma moeda por pessoa/dia que lhe dá direito a 2 mins de água quente. Se gostar de banhos mais demorados, terá que colocar do seu dinheiro .


RESTAURAÇÃO:

Se aconselho a fuga da Praia das Rodas quando deseja fazer praia, é aqui que deve voltar assim que a fome apertar. 

Sei que existem pelo menos dois restaurantes nas ilhas, mas vou falar apenas do restaurante do parque de campismo, o único que conheci. 
O parque tem um café, um restaurante buffet e um restaurante à carta. O café tem esplanadas e serve bebidas e snacks. No restaurante buffet é servido o pequeno-almoço, almoço e jantar. Se preferir uma refeição mais elaborada pode optar pelo restaurante à carta que dispões inclusivé de pratos de marisco. Todos com vista para a Praia de Rodas. 
Não é possível fazer fogo nas ilhas, incluindo no parque de campismo. Esqueça camping gás ou grelhadores. 


TRILHOS:

Existem 4 trilhos nas ilhas ciés: 2 na ilha de Faro e 2 na ilha de Monte Agudo. Todos os trilhos têm como ponto de partido o quiosque de informação onde pode pedir um mapa das ilhas (em português) e todas as informações necessárias. 
Apenas percorri os trilhos da ilha de Faro e aconselho, tal como eu fiz, a fazer parte da Rota do Farol de A Porta (verde) e na volta a Rota do Monte Faro (amarela).
Estes dois trilhos caminham em paralelo, e se todo o percurso verde tem um vista fabulosa junto à costa, o percurso do Monte Faro tem como destino o Farol das Ilhas Ciés, um dos pontos mais altos das ilhas com um vista imperdível. 
Optei por começar a rota verde, com uma pequena paragem pela lindíssima praia de Nossa Senhora, e quase a chegar ao pequeno farol de A Porta virei à direita por um atalho e fui dar ao percurso amarelo. Apartir daí, é sempre a subir até chegar ao famoso Farol das Ilhas Ciés onde vai encontrar muitas pessoas com um ar vitorioso a descansar nos escassos metros de sombra. 






Veneza – A mais bela

Veneza é simplesmente a cidade mais bela que os meus olhos já viram. Que os meus ouvidos já ouviram e o meu nariz já cheirou. Até a brisa que senti na minha pele é delicada. O meu cérebro viu-se cinzento a interpretar tão encantadoras imagens. O meu coração derreteu-se em paixão por Veneza. (*suspiro*)
Veneza é diferente. Tudo é diferente. A vida é muito diferente. Para abasteceres o supermercado tens que ir de barco. Para ires para o Hotel vais de barco. Os carros funerários são barcos funerários com sistema próprio para a acomodação dos caixões. 
E depois é um misto entre uma grande cidade e uma aldeia. Tem enormes e maravilhosos edifícios, um assustador tráfico de barcos, milhares de turistas. E ruelas mínimas, com barquitos pequenos, pontes pequenas e casas velhas com uma janela. 
Veneza é cara. Muito cara. Mas tudo é tão lindo. Colorido. Belo. E romântico. (*segundo suspiro*)